COLLECTIVECITY

O Direito à Cidade, 50 Anos Depois

50 anos depois de Lefebvre ter publicado “O Direito à Cidade” lançamos o desafio à reflexão sobre a pertinência desta obra para os estudos urbanos contemporâneos. Criticando uma realidade urbana na qual o valor de troca se sobrepõe ao valor de uso, Lefebvre apela à reivindicação pelo “direito à vida urbana, transformada e renovada”, um direito que concretiza necessidades coletivas, quer de acesso a determinados recursos, quer de apropriação do espaço ou de ação criativa sobre o mesmo. Vários autores têm dado importantes contributos para a reflexão atual sobre o direito à cidade, entre eles: Harvey, que entende a cidade como obra e, consequentemente, como extensão do ser humano; e Brenner, que tem vindo a refletir sobre o processo de urbanização planetária. Nesse sentido, e dada a importância atual das cidades num quadro de urbanização crescente, qual a atualidade da problemática do direito à cidade? Considerando o contínuo debate em torno do direito à cidade e das práticas por ele animadas/mobilizadas, apresentamos, seguidamente, os tópicos no âmbito dos quais podem submeter as vossas propostas de comunicação:

  • Os Comuns
  • Habitação
  • Trabalho
  • Equipamentos e infraestruturas da cidade
  • Práticas culturais e usos do espaço urbano.
  • Lefebvre: 50 anos depois
  • Movimentos sociais e ativismo no espaço urbano
  • Estado, cidadanias e soberanias
  • Autogestão e espaços diferenciais
  • Transportes e mobilidade urbana
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