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Modos de Fazer e Pensar Cidade

Nas décadas de 80 e 90 assistimos a grandes transformações, à escala global, no modo de “pensar e fazer cidade”. A partir deste período, o referencial científico, técnico e político perde alguma relevância nas ações e decisões no campo da produção de cidade, passando este a depender de uma multiplicidade de atores nacionais e internacionais, das lógicas baseadas na competitividade territorial e da interseção de diversos interesses económicos e financeiros. A emergência da crise em 2007-2008 vem recolocar este modelo produtivo em questão, abrindo, uma vez mais, o debate sobre o papel da ciência e da técnica no âmbito da transformação urbana e marcando o aparecimento de novas abordagens teóricas ao urbanismo. O objetivo desta call é explorar as relações estabelecidas entre conhecimento científico, poder político e económico e mobilização social no âmbito da produção do espaço urbano contemporâneo.  Que modos e campos de conhecimento – instituídos ou por instaurar – poderão e/ou deverão vir a informar teoria(s) e prática(s) urbanísticas num futuro próximo expectável? Que tipos de conhecimento do urbano são, ainda hoje, considerados como legítimos e qual a sua relevância no âmbito das políticas públicas, modelos de governança e estratégias de desenvolvimento socioeconómico? Qual, afinal, a efetiva importância da mobilização política e social dos cientistas e técnicos do urbano no processo de “fazer cidade”? Serão acolhidos papers focados em reflexões teóricas e análises empíricas em torno das seguintes temáticas:

  • Ontologias e Epistemologias do Urbano
  • Critical Urbanism e Assemblage Urbanism
  • Resiliência e Sustentabilidade
  • (Mis)Antropoceno/Capitaliceno/Plantationoceno/Chtuluceno
  • Discursos e Práticas da Transição
  • Smart Cities
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